serviços galerias parcerias

 


FLEBOLOGIA

VARIZES

ÚLCERAS VARICOSAS

MICROFLEBECTOMIA AMBULATÓRIA

ESCLEROSE DE VARIZES

CIRURGIA VASCULAR CONVENCIONAL

LASER VASCULAR

TERAPÊUTICA FOTODINÂMICA DE VARIZES

PRESSOTERAPIA VENO-LINFÁTICA INTERMITENTE  

BOTA DE UNNA


MEDICINA ESTÉTICA


PREENCHIMENTO DE RUGAS E SULCOS

TRATAMENTO DE MANCHAS HIPERCRÓMICAS

BOTOX PARA O ENVELHECIMENTO FACIAL

AUMENTO DE VOLUME DE LÁBIOS

TRATAMENTO DA COUPEROSE COM LASER

BOTOX PARA HIPERHIDROSE AXILAR

DEPILAÇÃO MÉDICA COM LASER

MESOTERAPIA PARA CELULITE


NUTRIÇÃO CLÍNICA
E OBESIDADE


NUTRIÇÃO CLINICA

OBESIDADE




SABER MAIS / VARIZES

 



 
 

O retorno do sangue que o coração envia para todo o corpo e até aos membros inferiores, graças  aos seus batimentos e através das artérias, faz-se por um complexo conjunto de veias,  pelas quais passa o sangue venoso, isto é, sangue repleto de dióxido de carbono e muito pobre em oxigénio.

fluxo arterial - contracções cardíacas

Esta rêde venosa é bàsicamente estruturada em dois níveis: as veias profundas, envolvidas pelas fortes e volumosas massas musculares do pé, perna e coxa, e as veias superficiais, extremamente numerosas e ramificadas, que estão distribuídas entre os músculos e as várias camadas da estrutura da pele.
Cerca de 85% a 90% de todo o sangue venoso regressa ao coração percorrendo as veias profundas do membro inferior, e apenas os 10% a 15% restantes fazem o percurso pelas veias superficiais. Destas, as principais são a Veia Safena Interna (ou Safena Magna) e a Veia Safena Externa (ou Pequena Safena), que terminam ligando-se a duas das mais importantes veias profundas, respectivamente à Veia Femural comum e à Veia Poplítea. Estas veias Safenas são desde logo mais importantes do que as outras veias superficiais por esse facto, e também porque em condições de normalidade funcional são mais grossas, e transportam maior volume sanguíneo do que as restantes veias superficiais, mais finas, e que não se ligam directamente às veias profundas.

Estrutura básica do sistema venoso do membro inferior
Estrutura básica do sistema venoso do membro inferior

Para “complicar” um pouco mais este complexo sistema de recolha, existe ainda um outro tipo de veias, que não se distribuiem nos membros inferiores em localização mais ou menos paralela à pele, antes têm um trajecto prependicular ou oblíquo em relação ao plano da pele, e têm como função ligar as veias profundas às superficiais, tendo portanto um trajecto curto, de poucos centímetros. São as chamadas veias comunicantes, ou perfurantes.
No que respeita ao funcionamento equilibrado e harmónico deste sistema venoso, bàsicamente o sentido da deslocação do sangue venoso deverá ser do pé para cima, mas existem algumas dificuldades para que tal se faça de forma expontânea: em primeiro lugar, porque a Gravidade exerce permanentemente uma força que atrai o sangue para baixo (quando estamos em pé ou sentados), em segundo lugar porque não estamos anatòmicamente providos de um “coração” nos pés, que funcione independentemente da nossa vontade ou da posição do nosso corpo e que, de modo autónomo, “bombeie” o sangue em direcção ao centro do nosso aparelho circulatório – i. é, o coração.

Mas, na ausência de um coração em cada pé, temos a possibilidade de andar, correr, saltar, dançar, pedalar, remar, actividades durante as quais vamos aplicando uma carga sobre cada um dos pés, alternada ou simultâneamente, com todo o peso do nosso corpo, o que vai “espremer” as numerosas vénulas e veias dos pés, originando-se dessa forma um primeiro fluxo ascendente do sangue, já que essa força gerada pelo apoio nas plantas dos pés supera a força da gravidade, de sentido oposto. Esse primeiro impulso permite ao sangue venoso subir até ao nível da perna, onde os movimentos de contracção dos fortes músculos da “barriga” da perna funcionam dando outro importante impulso ascendente. Estes dois mecanismos, o “apoio” plantar e a “bomba” muscular funcionam de forma coordenada, e são, sem dúvida, os verdadeiros “corações” venosos do nosso corpo, se estivermos em actividade com os membros inferiores. Nos níveis mais elevados da circulação venosa dos membros inferiores, têm também uma acção importante os sucessivos movimentos respiratórios, que alternam inspiração e expiração sucessivamente, criando momentos de pressão negativa no sistema venoso, que ajudam o movimento ascendente desse sangue.

fluxo venoso - apoio planta do pé

Quando tal não está a acontecer, o que é cada vez mais frequente pelos nossos estilos de vida cada vez mais sedentários, em que só uma pequena parte das nossas deslocações são feitas andando ou correndo, e em que as actividades profissionais e domésticas, além de exercidas em espaços pequenos, são realizadas em posição de sentado ou em pé, levam a que a maior parte das horas do dia se passem sem activar os tais “corações” venosos, que são a conjugação do apoio plantar com a actividade muscular das pernas.
Para que, perante estes factos, não comecemos de imediato a apresentar varizes, vale-nos a existência de pequenas válvulas no interior da maior parte das veias, que estão anatòmicamente desenvolvidas de forma a que, quando estamos em movimento ou com os membros inferiores elevados, se abram para deixar fluir o sangue nas veias a caminho do coração. Pelo contrário, quando estamos em posturas ou esforços que não ajudem o sangue a fluir no sentido do pé para a coxa, situções em que a força da gravidade o “puxa” para baixo, as referidas válvulas encerram, não permitindo que a massa de sangue acima dessa válvula se desloque para baixo, i. é, no sentido da coxa para o pé. Algumas veias estão, inclusivé, desprovidas de sistema valvular interno, participando no esforço de retorno venoso exclusivamente quando os músculos que as envolvem estão em movimento e as comprimem.

fluxo venoso - válvulas competentes
fluxo venoso - veia avalvulada

Acontece que, para além da estrutura celular dessas válvulas não ser ilimitadamente durável (como tudo o que é vivo), pode sofrer outros efeitos que lhe reduzem esse “prazo de validade”, como os dos factores hereditários, das hormonas femininas, das pílulas anovulatórias, da obesidade, das gravidezes e dos partos, dos hábitos tabágicos, da exposição frequente a situações geradoras de calor elevado nos membros inferiores, uso de vestuário demasiado justo ou apertado no abdómen ou membros inferiores, para além do sedentarismo já atrás referido.

fluxo venso - válvulas incompetentes
refluxo venoso - válvulas incompetentes

A passagem dos anos, acrescida de alguns dos factores causais citados, acabará por, em mais de metade das mulheres e em quase um quarto dos homens, provocar varizes nos membros inferiores a partir de alguma altura da vida.
Perante a sumária descrição da complexa rede venosa dos nossos membros inferiores, que integra diversos tipos de veias, é fácil compreender que também existem grandes diferenças nas varizes que elas podem gerar. As veias profundas, embora possam sofrer várias e importantes complicações (por vezes de enorme gravidade), não dão origem a varizes, já que o seu forte envolvimento muscular não o permite. Mas as veias superficiais, e as perfurantes, podem dilatar-se quando deixa de haver um normal fluxo do sangue e, pelo contrário, se estabelece um refluxo continuado, com o aumento da pressão do sangue intravenoso, vai inutilizar as válvulas e dilatar as veias.
Estamos então perante um quadro varicoso, que se irá manter com tendência permanente para agravar, afectando progressivamente mais veias, as suas ramificações, e que se irá manifestando por um vasto conjunto de sinais, sintomas e, mais tarde ou mais cêdo, de complicações (que são alvo de referência noutra parte deste site).

Solução: encarar a doença venosa e as varizes como uma doença crónica, que se pode e deve manter sob controle periódico, fazendo como em qualquer outra doença crónica. Trataremos as varizes (ver mais abaixo) e corrigiremos os factores que, devidamente identificados em cada doente, estejam a contribuir para o desenvolvimento da doença. Isto implica, com frequência, mudar alguns hábitos e estilos de vida.
Exactamente como tem que fazer qualquer obeso, ou hipertenso, ou diabético, ou portador de variadas formas de doença reumática, ou portadores de alguma  insuficiência orgânica (rins, fígado, pulmões, coração, etc) ou pessoas de pele e olhos claros – saber o que lhe faz mal e evitá-lo tanto quanto humanamente possível, saber o que lhe faz bem e torná-lo um sensato hábito da vida diária.

meia elastica collant
meia elastica até à virilha
meia elastica para pernas
     


Afortunadamente, os tratamentos não implicam um longa estadia hospitalar ou uma dolorosa e incómoda recuperação. Técnicas menos invasivas são cada vez mais frequentes para tratar varizes  em regime ambulatório. Medidas de auto-ajuda, tais como exercício físico regular, corrigir a obesidade, evitar roupas apertadas ou muito justas, elevar os membros inferiores e evitar permanecer longos períodos sentado ou em pé, podem contribuir para aliviar o mal estar sentido nas pernas, e retardar o agravamento das varizes já existentes. As varizes que se desenvolvam durante a gravidez poderão ser transitórias e involuir, total ou parcialmente, nos 2 a 3 meses após o parto.
Se não melhorar com estes cuidados pessoais, ou o seu estado varicoso se agravar, deve dirigir-se ao seu médico flebologista ou cirurgião vascular, que após um completo estudo vascular (que pode incluir a realização de estudo por Eco-Dopller) poderá recomendar-lhe algum dos vários tratamentos indicados, frequentemente até mais do que uma forma de tratamentos, já que é frequente coexistirem vários tipos de varizes na mesma pessoa:



 
varizes
 
varizes
 
varizes
 
varizes


 

 



INSTITUTO IBÉRICO DE MEDICINA ESTÉTICA | TODOS OS DIREITOS RESERVADOS
WEB SITE POR: IMAGEM-GLOBAL